31 de maio de 2005, 20:10
Já percorri, neste ano de 2005, cerca de 3300km de estradas, incluindo viagens a lazer e a trabalho. Muito em breve, este número ultrapassará os 5 mil quilômetros. Parte dos novos trechos será percorrida pelo entediado Engenheiro Paulo Torres, ainda envolvido com o projeto Libertadores do Sertão, e outra parte pelo ansioso candidato a turista Paulo Torres, que conta os dias até o início de suas férias.
31 de maio de 2005, 19:50
Há algum tempo deixei de ser uma pessoa musicalmente intolerante. Antigamente, se eu estivesse em uma festa na qual estivesse tocando uma música que não fosse do meu agrado, passaria todo o meu tempo reclamando e de cara fechada. Hoje ainda não consigo me entender muito bem com tecno ou forró, por exemplo, mas consigo manter-me feliz em ambientes contaminados por essas músicas. Nem músicas que ainda me fazem mudar de rádio, tipo Jotaquest ou baianidades em geral, me fazem perder o bom humor. Em uma festa, eu até seria capaz de dançar com essas musicas, se eu fosse uma pessoa que dança.
26 de maio de 2005, 23:34
Noções convencionais de espaço-tempo não devem ser aplicadas ao que é escrito por aqui. O auto-proclamado Supremo Mandatário desse pequeno território da web não acredita em fidelidade cronológica. Tipo assim, um pequeno post desanimado não significa que ele estivesse desanimado no momento em que o escreveu. É apenas um pequeno post desanimado e nada mais, que pode, ou não, estar se referindo a qualquer momento da vida presente, passada e/ou futura, real e/ou imaginária, do cara que desperdiça seu precioso tempo mantendo este blog bobo e predominantemente roxo-azulado.
É possível escrever sobre o que aconteceu muito tempo atrás; é possível escrever sobre o que ainda não aconteceu; é possível escrever longas páginas sem ter nada para dizer; é possível expressar várias emoções em apenas uma linha de texto; e também é possível escrever ficção em primeira pessoa. Ou, em resumo, não levem muito a sério o que aparece por aqui. Especialmente textos metalingüísticos.
26 de maio de 2005, 18:33
Da série: Eu deveria ter ficado calado
Alguns momentos do dia de ontem, quarta-feira 25 de maio, envolvendo Paulo e futebol pela TV:
16h50 - 5 minutos do segundo tempo de Milan x Liverpool - Paulo chega em casa para assistir ao jogo: "3x0 já? Perdi a parte legal do jogo, agora nem vai ter graça o final. Pelo menos o Milan vai ganhar."
23h40 - final de São Paulo 2x0 Palmeiras e de Paulista 3x1 Cruzeiro, 42 do segundo tempo de até então Fluminense 2x1 Ceará - Paulo está saindo de casa: "Nesse jogo do Fluminense é que não vai acontecer mais nada, os dois times já estão mortos."
O Liverpool empatou o jogo dez minutos após minha primeira frase, e foi campeão nos pênaltis. O Ceará empatou o jogo aos 46 do segundo tempo, e eu não vi.
25 de maio de 2005, 01:16
Já há algum tempo eu uso o Firefox em vez do Internet Explorer, o Miranda em vez de MSN e/ou ICQ, e desde ontem uso também o Thunderbird em lugar do Outlook Express. E me sinto satisfeito com minha escolha.
O único problema é a minha consciência, que não para de me dizer que essa atitude é exatamente a mesma daqueles hippies sandalhudos que boicotam McDonald's, Coca-Cola e outros "produtos imperialistas". Ou dos nerds que têm birra da Microsoft e ficam tentando convencer todo mundo a usar algum sistema operacional finlandês que sequer é capaz de rodar Need for Speed.
Então que fique em claro: minha opção por esses softwares ditos alternativos NÃO tem qualquer motivação ideológica ou política. Apenas acho que esses programas são mais rápidos e mais "customizáveis". (Odeio esses chavões de suplementos de informática. Poderia escrever "mais fáceis de configurar de acordo com minhas preferências e com as funções que uso com maior freqüência", mas a frase ficaria esquisitona.)
23 de maio de 2005, 14:54
Domingos não foram feitos para trabalhar.
Ninguém deveria ser obrigado a acordar cedo num domingo.
Em uma manhã de domingo, ninguém está tenso, nervoso, preocupado, chateado ou reclamando.
Ontem definitivamente não pode ter sido domingo.
2005 me deve um domingo.
19 de maio de 2005, 13:27
Só para relembrar: no dia 11 de julho de 2002, após assistir O Ataque dos Clones pela segunda ou terceira vez, escrevi aqui:
Sugestões para que o Episódio III seja muito bom:
- Mace Windu lutar de verdade.
- Conde Drácula (quer dizer, Dookan) e Darth Vader lutando juntos contra alguns jedis fodões.
- Uma ponta do Chewbacca.
- Jabba the Hutt. Ele tem que aparecer pelo menos um pouquinho no filme. Ele é o único personagem da história do cinema que pode ser comprado a Vader e a Yoda. Se ele aparecer em Malhação, eu vou começar a gostar de Malhação!
Hoje vou ver se o George Lucas ouviu minhas preces. A primeira sugestão já foi atendida na série animada Guerras Clônicas - e muito bem atendida, Mace Windu destrói, sozinho e sem perder a pose, um exército de milhões de clones. E o Chewbacca aparece sim n'A Vingança dos Sith, se é que o trailer não tentou me ludibriar.
21h30, a minha sessão. Não fui na sessão da meia-noite, mas ainda no primeiro dia, tá valendo! Ainda mais num cinema com som THX. Faltam só oito horas para que eu veja o fim da saga. Oito horas de ansiedade.
Live long and prosper!
16 de maio de 2005, 23:18
Até que eu consigo comer sozinho um pacote grande de pipoca do Cinemark. Só que se eu fizer isso freqüentemente vou ter algum tipo de Lesão por Esforço Repetitivo nos pulsos.
15 de maio de 2005, 23:34
Show do Skank a ponto de iniciar. Apagam-se as luzes do ginásio, apenas o palco fica tipo à meia-luz. Expectativa pela entrada da banda, e ainda sem ninguém no palco começa a tocar The Good, The Bad & The Ugly, música-tema do clássico bangue-bangue italiano Três Homens em Conflito. Um fã de Ramones infiltrado na platéia abre um largo sorriso emocionado.
14 de maio de 2005, 17:59
Tema de hoje: futebol (é.. bem previsível e tal...)
Paulo Torres, jogador de defesa, é alto, pesado, destro, não tem velocidade, não tem nenhuma habilidade, não sabe sair jogando, mas sabe marcar direitinho. Logo, ele deveria ser escalado como: (a) lateral-direito; (b) zagueiro central; (c) quarto-zagueiro; ou (d) lateral-esquerdo?
Sim, alternativa d, lateral-esquerdo. Não basta eu ser levemente estranho, ainda me colocam em situações estranhas, inconvenientes e/ou absurdas como essa com uma freqüência incrível.
12 de maio de 2005, 13:36
Algo que eu acho profundamente desnecessário: máquinas que falam. Elevadores que anunciam em voz alta o andar em que estão, por exemplo. Eu não preciso que uma voz de telefonista me avise que cheguei ao quarto andar se tem um enorme número 4 vermelho aceso no painel do elevador!
Mas o caso extremo são as cancelas de estacionamento de shopping. Você chega de carro ao centro comercial, vê uma cancela à sua frente, é obrigado a parar o veículo. A seu lado tem uma máquina, parecida com uma lixeira, só que bem mais alta. Nela tem escrito algo tipo assim: "Aperte ESTE BOTÃO para pegar seu ticket de estacionamento." E por todos os lados do shopping tem caixas para pagar o estacionamento e validar o ticket, além de algumas dúzias de cartazes que explicam detalhadamente o procedimento. É um sistema praticamente à prova de idiotas. E mesmo assim, a tal lixeira desenvolvida fala, com a indefectível voz de operadora de telemarketing, "Bem-vindo ao (nome do shopping). Pressione o botão e retire o seu catrtão de estacionamento." Sério: quem não tem capacidade de entender o que fazer ali na cancela do estacionamento sem o auxílio de uma secretária eletrônica não merece o direito de freqüentar lugares públicos. Aliás, sequer deveria ter conseguido uma carteira de habilitação! Se eu fosse o dono de um shopping center, eu não ia gostar de saber que existem clientes das minhas lojas que não possuem a capacidade cognitiva necessária para entender sozinhos o procedimento "aperta botão-pega ticket-entra no estacionamento-lembrar de pagar na saída".
12 de maio de 2005, 01:38
A internet não costuma me decepcionar quando preciso dela para levantar o meu ânimo um pouquinho.
11 de maio de 2005, 15:29
Falta de competência e falta de sorte sempre fizeram parte de diversos aspectos da minha vida. Mas uma ou outra coisa eu sempre conseguia fazer direitinho, sem que eu mesmo fizesse alguma grande bobagem e sem que bigornas chovessem sobre mim. Mas de uns tempos para cá, competência e sorte parecem estar ausentes em tudo. A incompetência, que era extremamente densa de um lado e ínfima do outro, está se distribuindo de forma equilibrada, e depois de tantos anos de treino, Murphy está bastante certeiro em seu arremesso de bigornas.
09 de maio de 2005, 23:37
"Escrever é fácil. Tudo o que você tem a fazer é ficar olhando fixamente para uma folha em branco até a sua testa começar a sangrar."
Douglas Adams, autor de O Guia do Mochileiro das Galáxias
07 de maio de 2005, 19:45
Como começar bem um sábado: às 11:45 da madrugada, ser acordado pelo celular com seu pai dando uma bronca porque tem visitas tocando a campainha há mais de quinze minutos e você está sozinho em casa.
06 de maio de 2005, 20:47
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